| O pulo do rato |
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| Ter, 26 de Janeiro de 2010 16:02 |
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Mais explicitamente: como usar habilidades e talentos manipulando informações para obter poder e influência... ou grotescamente falando: como se tornar um ratão!
O consultor divulga sua interessante e divertida tese (ele escreve sério, mas tem bom-humor a tradução) e ilustra com casos empresariais de sua própria experiência, fazendo uma análise das conjunções e estratégias pessoais e interpessoais envolvidas nas organizações com fins lucrativos. Faz também uma crítica ao sistema “rhs, gurus e consultores” quando manipulam informações e estatísticas para fazer as pessoas trabalharem pelo bem da empresa. Ele chama a atenção para aqueles que discursam em nome de “valores nobres blablabla” como solidariedade ou colaboração, mas que fundo tem apenas o interesse de sugar as energias dos incautos e ingênuos (se aproveitando dos ratinhos novos e inexperientes que ainda não foram iniciados na arte da vermicidade - hehe).
Porém, o mais curioso são as definições que ele dá à duas palavras que me são caras: administrador e retórica. Segundo o escritor, uma definição de administrador é “alguém que consegue restringir o comportamento dos outros para atingir seus próprios objetivos”. E retórica, ele diz “a questão não é falar a verdade, mas sintonizar corações e mentes dos outros numa direção que você considera desejável”. O livro tem ainda testes para sabermos qual o nosso nível de vermicidade ratórica. E claro, fala de Maquiavel, o príncipe. Boas reflexões e um pouco de história da liderança.
O humor que me despertou o livro me fez pensar em escrever uma peça teatral “A saga de um rato no buraco dos negócios”. Mas desisti da idéia. Acho que uma peça assim não vai despertar o menor interesse. Será mesmo? Claro que não. Vamos plantar os valores construtivos, nobres e altruístas (mundo melhor, faça a sua parte, ideologia, eu quero uma pra viver!). E vamos acreditar que os ratos maniqueístas e manipuladores estão com seus dias contados, tanto nas organizações, quanto no congresso nacional. Porém ... um aviso: é sempre bom entender como eles agem, porque afinal, por trás de uma boa intenção e de um tapinha nas costas pode haver sempre um rato bem mal intencioando querendo meter suas patinhas sujas no nosso delicioso e valioso queijo.
Dia 30 de janeiro, venha fazer o curso que é o pulo do gato: 12 personagens para falar em público – pule nessa: http://www.teatres.com.br/eventos-business/curso-12-personagens.html |


