| Avatar, arte em empreender |
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| Ter, 19 de Janeiro de 2010 15:43 |
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... li entrevista sobre James Cameron na Rolling Stones espanhola, que a edição brasileira de janeiro traz na íntegra. Abaixo alguns trechos me chamaram atenção: há 13 anos, o diretor fez Titanic, primeira bilheteria de todos os tempos e só agora voltou com Avatar, que já está como segunda bilheteria da história. O projeto começou a ser idealizado em 1994 e o cara pensou, escreveu e produziu o filme (olha só o tempo como valor). A entrevista mostra também como ele é focado em resultado e com um estilo de liderança que chamam de napoleônica, tendo fama de arrogante e intratável. Ah, na entrevista James diz que tomava lsd com dezessete anos. No filme, com certeza, ele homenageou suas memórias lisérgicas fazendo arte revolucionária em grande estilo (esse comentário não quer dizer que ácido faz de quem usa um diretor de sucesso).
E como dramaturgo e consultor, uma dica para se refletir sobre o enredo do filme. Ele trata de Valores! São dois mundos em conflito: o mundo dos “conquistadores humanos” e o mundo dos “a serem conquistados, os alienígenas”. A ponte entre eles: um ser humano que precisa compreender os valores dos alienígenas para poder convencê-los a deixar seu habitat, seus valores. A história deste ser humano, vivendo entre dois mundos de valores diferentes e fazendo a ponte entre eles é que dá a dimensão da ação central do filme. E o conflito deste personagem, adequando-se a estes valores, é que prendem nossa atenção racional e emocional por quase 3 horas! A primeira bilheteria da história: um filme no mar. E agora caminhando para o êxito com um roteiro futurista no espaço. Empreender é idealizar e realizar e esse resultado a gente vê (literalmente). Veja o filme, leia a entrevista!
Salve, salve! |


