| TAM e o atendimento Segurança Nacional |
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| Qui, 14 de Janeiro de 2010 15:25 |
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O nome na reserva de passagem da Alzira não batia com o rg apresentado por ela. Explico: ao pedir as reservas ao cliente enviei o nome artístico e no embarque ela estava com o rg oficial: Alzira (sobrenome outro). Não teve jeito, ela não poderia embarcar sem apresentar o rg que batesse com o nome artístico, mesmo que os números fossem idênticos aos do rg da reserva. Ela tinha o rg de solteira com o nome igual ao da reserva, mas estava em casa e não havia tempo para pegar taxi, ir pra casa, achar o rg, voltar e embarcar. Ufa!
Argumentamos de todo jeito, último vôo, trabalho na manhã seguinte, o número do documento batia, ela era mesmo e nada. Da decepção do embarque para o balcão da TAM. Pedimos por Jesus, por Lula, por nossos filhinhos e nada. Alzira não poderia embarcar. Exagerei nas súplicas e veio o argumento do atendimento que me convenceu a parar de insistir: “Meu senhor, não podemos deixá-los embarcar com o rg sem bater com o nome da reserva do vôo. É uma questão de segurança nacional. Imagina o caos se essa regra de segurança não for respeitada. Qualquer um poderá viajar e causar problemas”. Argumentação perfeita. Segurança nacional, nossa vida, um louco com rg de outra pessoa, atentado, bomba, queda, horror nos céus! Aceitei, calei-me e fui pagar pela minha distração de dar o nome artístico para a reserva.
Alzira ficou, fui sozinho, chato. Compramos outra passagem para quatro da manhã do dia seguinte, de Cumbica, tanto tempo perdido, passagem por nossa conta, prejuizo assumido orgulhosamente por conta da segurança nacional. Enquanto eu voava pensando no eficiente argumento da TAM para nos separar, Alzira voltou para casa, pegou o rg de solteira com o nome artístico, dormiu umas poucas horas, gastou mais um taxi para Cumbica e no dia seguinte, estava às sete da manhã em Porto Alegre, cansada mas entusiasmada para o curso, que foi fantástico.
Hora de voltar para casa, Aeroporto Salgado Filho, Porto Alegre, portão de embarque, felizes pelo curso, Alzira orgulhosa com o rg oficial na mão, pronta para mostrar o documento cuja falta impediu que ela embarcasse em São Paulo por questões de segurança nacional. Apresentamos o ticket e ... passamos incólumes pelo portão de embarque sem que nenhum funcionário nos pedissse qualquer documento, surpresos, irritados e inconformados com a segurança nacional da TAM. Cara de palhaços!
Alzira, para se acalmar, foi comprar quilos de chocolates de Gramado, excelentes. Eu procurei dois pilotos da TAM que estavam por ali, comentei e eles me orientaram a usar o contato “fale com o presidente” da TAM. O que tento fazer agora para expor minha indignação pelo estresse, prejuízo de tempo, material e moral com esse argumento falho e perigoso da segurança nacional, que, por razões óbvias, a TAM deveria se preocupar em ter uma atitude irrepreensível e única para todo o território nacional, e não apenas para São Paulo.
Salve, Salve, minha santa de devoção: Santa Paciência! |


