| Reginaldo, o alegria da padaria! |
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| Sex, 05 de Março de 2010 18:29 |
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Não, nada de feijoada. Frango grelhado, queijo minas e salada variada. Levanto a mão para fazer o pedido. A mesma garçonete me olha e faz que não me vê. Olho para o lado e lá vêm um garçon, todo atenção, sorriso no rosto que diz: - Boa tarde. Pois não, amigo? Fizemos o pedido e ele, - Para beber? Já tomaram suco de clorofila? É uma delícia e faz muito bem pra saúde. - Ótima sugestão, concordei. – Se precisar de algo é só me chamar, chefia. Meu nome é Reginaldo. Agradecemos. A partir daí passamos a reparar as diferentes posturas de comunicação de Reginaldo e da garçonete no atendimento. Ele, bom humor, simpatia, cortesia, eficiente; ela eficiente, mas sem demonstrar alegria. Lugar aprazível se tornava a padaria com o atendimento de Reginaldo. E claro, comida boa, preço adequado. Ao sair o famoso “Volte sempre”, dito por quem? Por Reginaldo, finalizando o bom atendimento.
Sábado hoje, fim de aula matinal de teatro, almoçar onde? Padaria do Reginaldo. Prá nós já era ele o dono da padaria. Lá fomos. Tudo lotado e cadê Reginaldo? Não víamos. Nos sentamos no balcão de frente para o balconista que espremia laranjas. Peço um suco de clorofila e perguntamos ao balconista. - Cadê o Reginaldo? Ao som do espremedor escutamos de dentro do balcão, - E aí, chefia? Beleza? Era o Reginaldo, que gentilmente se lembrava da gente e que naquele dia não atendia no salão. Gritei, - Por que te trancaram aí dentro hoje? Você devia estar aqui fora atendendo a gente. Reginaldo não ouve por causa do barulho do espremedor, mas o colega dele responde alto: - Melhor assim, pelo menos aqui dentro ele trabalha e para de brincadeira.
Caro leitor(a) desta simples crônica cotidiana, a pergunta reflexiva que não quer calar é: até quando brincar e demonstrar alegria será entendido como irresponsabilidade no local de trabalho?
Lembro-me de velha frase usada por pessoas quando prestes a ficarem nervosas: “Pare com isso. Você está me tirando do sério!” Amigos, imploro: “Me tirem do sério”. Alegria é criatividade. Alegria é diferencial. Alegria contagia. Alegria, pedaço gostoso do nosso pão batalhado de cada dia. Falta de alegria pode ser sinal de inadequação e problemas. Nada contra a seriedade e concentração nos momentos de responsabilidade, mas falta de alegria continuada é sintoma de que as coisas estão ficando “brabas”. E é aí que a coisa pega!
Sobre esse assunto, indico o livro: O Poder do Riso, um antídoto contra a doença - de Mariana Funes - Editora Ground. |


