| Cuidar das crianças, das árvores e dos seguranças |
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| Qua, 10 de Fevereiro de 2010 08:33 |
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- Bom dia. O senhor é segurança aqui, não é? - Sim, sou. - Aquela árvore está com as raízes podres. É preciso fazer alguma coisa. - Ah, já falamos com a prefeitura para vir cortar, mas eles não vêm. - Não precisa cortar, é preciso antes ver se existe um tratamento. Ela está firme e pode se recuperar. - Ah, mas aí a gente não pode fazer nada, não. Ela fica em frente ao vizinho da escola. Não é da nossa alçada.
(Pausa no diálogo. Aqui o segurança não disse "alçada". Eu quis caprichar um pouco antes do que estava por vir).
Ante a minha sugestão cidadã, o segurança disse assim: - A árvore é do vizinho. Não é da nossa conta. Respirei fundo e mandei outra argumentação. - Mas não param carros aqui para deixar e buscar as crianças? - Param. - Então? Se o vizinho não faz nada é preciso insistir para falar com ele. Olha, é perigoso, se não cuidar dessa árvore ela pode cair e matar alguma criança ou pai da escola. E para encerrar conversa, ele finalizou eloquente: - Olha, aí o senhor vem buscar o corpo.
Calei-me diante desta firme réplica. Virei as costas e saí deseducadamente, pensando por uma fração de segundos: "Não será mesmo da minha conta?" Mas repesei: "A ignorância é uma doença contagiosa". E perguntei-me: "onde é que está a cura?" E respondi-me: "Neste caso, nos gestores, nos administradores". Colégio São Sabas, pelo amor dos seus pais e alunos, cuide da segurança das árvores de sua rua e oriente funcionários para o valor da educação. E espero não ler essa manchete nos jornais: "Árvore cai e quebra chifre de segurança de escola na zona sul". Ah, mesquinhez humana! Ah, vilania!
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