| Moinhos de Medo |
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| Seg, 01 de Fevereiro de 2010 12:34 |
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“Um dos efeitos do medo é perturbar os sentidos, e fazer com que as coisas, pareçam o que não são.” Miguel de Cervantes
“Dom Quixote não combateu moinhos de vento, mas gigantes de verdade.” Carlos Heitor Cony
Aqueles moinhos tem vida própria, estão ali plantados meio protetores, meio ameaçadores. No meio daquela planície nua, aquelas sombras escuras parecem desafiar para um duelo absurdo, a procura do um tudo, frente algo que guarda o nada.
“Quixote tinha uma missão, sabia que o mundo estava errado, havia pobreza, violência, tristeza, prepotência, incertezas e havia o amor pelo qual valia a pena lutar e morrer”.
O gigante era tudo isso. Mais que gigante era o inimigo contra o qual sem medir esforços Quixote resolveu pegar sua lança, seu Rocinante, armar-se cavaleiro e enfrentar.
“Tudo na vida e na visão é questão de perspectiva. É preciso saber olhar, compreender os sinais.”
Ele não enfrentou moinhos de vento. Enfrentou os gigantes que todos conhecemos, não se acovardou frente a imponência daquela sombra que grita em nossos inconscientes : “Não venham que não tem, fiquem na sua, passem ao largo, não me enfrentem, porque durante a luta, me transformarei em moinhos de vento, vocês ficarão enlouquecidos e tudo continuará na mesma”. Não! Não e não! Como Dom Quixote é preciso enfrentar o medo, com olhos bem abertos e partir ao encontro de novos desafios. Enfrentar nossos gigantes internos, ampliar nossos horizontes e sem medo de sermos taxados de loucos aproximarmos mais nossos sonhos de nossas realizações. |



