| Amantes ideais. |
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“Nosso ideal é algo que sentimos que está faltando dentro de nós. Nosso ideal pode estar enterrado em frustrações, mas está lá escondido, aguardando a centelha que o vai inflamar. Se outra pessoa parece ter essa qualidade ideal, ou a habilidade para despertá-la em nós, ficamos apaixonados. Essa é a reação aos Amantes Ideais. Sintonizados com o que está faltando dentro de você, com a fantasia que vai deixar você excitado, eles refletem o seu ideal – e você faz o resto, projetando neles os seus desejos e anseios mais profundos.”
Esse é um pequeno trecho do livro “A arte da sedução” de Robert Greene que comecei a ler no dia primeiro de janeiro e já sinto que é daqueles que acabam ficando de cabeceira, daqueles que a gente sempre se remete. Esse conjunto de frases me chamou atenção e eu grifei no livro.
Dia 8 de janeiro fui assistir a estréia da Denise Del Vecchio e do Marcos Caruso no espetáculo “As Pontes de Madison” e me deparei com uma acachapante história de amor, que eu já conhecia do brilhante filme com a Meryl Streep e o Clint Eastwood, e que a peça consegue superar. A delicadeza, a sutileza dos olhares, a ingenuidade madura, toda a composição da Franchesca firmemente impressa pela Denise envolve toda a cena e todo o público que fica enlevado. A gente acredita no momento mágico dos dois e respira junto, ri e chora numa viajem consciente. Todo o tempo sabe-se que é teatro e ao mesmo tempo somos delicadamente tocados e levados a reflexões profundas pessoais e relacionais. O fato da personagem do marido aparecer apenas num telefonema, sugere um marido atencioso e reforça a argumentação final de Francesca por sua decisão. A dosagem precisa de energia e intensidade da atuação da Denise e do Caruso é uma aula imperdível do que denomino de naturalismo moderno: envolvimento e distanciamento. Que domínio de cena!
O trecho do livro e o espetáculo abrem uma reflexão sobre qual é o meu, o seu ideal, o sonho desse momento? Que frustrações estão escondidas esperando ser despertadas por alguém ou por algo? Que portas estou disposta a abrir para que algo novo venha adentrar e causar essa desestruturação transformadora da paixão? Feliz de quem como eu é apaixonada por seu companheiro e pela sua profissão. Amo TEATRO. |



Dia 8 de janeiro fui assistir a estréia da Denise Del Vecchio e do Marcos Caruso no espetáculo “As Pontes de Madison” e me deparei com uma acachapante história de amor, que eu já conhecia do brilhante filme com a Meryl Streep e o Clint Eastwood, e que a peça consegue superar. A delicadeza, a sutileza dos olhares, a ingenuidade madura, toda a composição da Franchesca firmemente impressa pela Denise envolve toda a cena e todo o público que fica enlevado. A gente acredita no momento mágico dos dois e respira junto, ri e chora numa viajem consciente. Todo o tempo sabe-se que é teatro e ao mesmo tempo somos delicadamente tocados e levados a reflexões profundas pessoais e relacionais. O fato da personagem do marido aparecer apenas num telefonema, sugere um marido atencioso e reforça a argumentação final de Francesca por sua decisão. A dosagem precisa de energia e intensidade da atuação da Denise e do Caruso é uma aula imperdível do que denomino de naturalismo moderno: